sábado, 8 de agosto de 2009

MIOPIA PERCEPTIVA DOS MAUS ENTENDEDORES DA POLÍTICA DE PIANCÓ

Cada vez mais se vai confirmando meu acerto de afirmar insistentemente que, em Piancó - quando se trata de CONSCIENTIZAÇÃO - É PRECISO DIZER MIL PALAVRAS PARA TALVEZ INCUTIR UMA NA MENTE DOS QUE TEIMAM EM NÃO ABRIR O ESPÍRITO PARA O ENTENDIMENTO E A COMPREENSÃO. Cada vez mais, também, se justifica, aqui, que O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER.

Muitos (vou aqui denominá-los maus entendedores), alheios uns, indiferentes outros à minha irredutível pretensão de lutar contra a manipulação e dominação políticas de Piancó, dizem que meus textos, neste blog, são extensos, cansativos, e até incompreensíveis. Asseguram que os internautas não dispõem de tempo para lê-los; que, no ambiente da Internet, os textos devem ser concisos, simples, por questão de praticidade, já que, na realidade atual, a pressa predomina.

Mas, ainda bem que, à luz da lógica, do bom senso e da razão, me são favoráveis argumentos para demonstrar e provar a contento (oportunamente, neste blog) que as afirmações acima, inerentes à minha prolixidade, são falsas. Ainda bem que não estou à míngua de poder fazer ver que concisão (em se tratando de certos níveis da comunicação) não é questão de brevidade pela dimensão, pelo tamanho, e, sim, pelo conteúdo, pela clareza, pela compreensão, pela propriedade, pela precisão, pela exatidão, pela coerência, pela legibilidade, e, em remate a tudo isso, pela assertividade. A própria repetição do “pelo” e do “pela”, acima, já prefigura um dos pontos sobre que discorrerei, posteriormente, aqui, com relação à concisão no processo comunicacional.

Afinal, meus textos (embora longos e cansativos para muitos) são PACIENTEMENTE, DEMORADAMENTE, CUIDADOSAMENTE, DILIGENTEMENTE, REPETIDAMENTE lidos pelos que, como eu, estão envolvidos (de corpo e alma) na ferrenha luta contra os que procedem como se fossem senhores absolutos de Piancó, ou, dizendo melhor, na LUTA PELA LIBERTAÇÃO DE PIANCÓ. E, nesse ponto, bem vem a propósito lembrar a excitante e pertinente frase do saudoso Eurides Liberalino: “PIANCÓ PRECISA DE UM LIBERTADOR”.

É bom e oportuno, agora, ressaltar (voltarei a isso em outra oportunidade), que meus textos também são lidos PACIENTEMENTE, DEMORADAMENTE, CUIDADOSAMENTE, DILIGENTEMENTE, REPETIDAMENTE (e - depois se saberá por quê - faço questão de acrescentar: TEMEROSAMENTE) por esses senhores absolutos (até parece que realmente o são) de Piancó.

Meus textos, embora tidos como extensos, enfadonhos, cansativos, são lidos (E MUITO BEM LIDOS) - qualquer criatura do contexto político piancoense sabe muito bem disso - exatamente por aqueles a que eles se destinam: os que comungam comigo pela LIBERTAÇÃO DE PIANCÓ e os que se julgam DONOS ABSOLUTOS DE PIANCÓ.

A meus demais leitores e leitoras, a quem agradeço de coração a paciência, atenção e estima com que se dignam de ler meus textos, cabe testemunharem essa batalha de nós outros que não declinaremos nunca do empenho de libertar Piancó da corrupção, da opressão, da irresponsabilidade social e da malversação política e administrativa.

Tocando, apenas de leve, por ora (já que voltarei a esse assunto brevemente), na incompreensão de nossos maus entendedores, com relação a meus textos, vejamos isto:

Tão logo após haver eu postado, neste blog, minha matéria IMERSÃO EM FLÁVIA GALDINO: DO VERSO AO REVERSO, de 18 de junho próximo passado, surgiram inúmeros comentários de que eu estava elogiando a prefeita Flávia, por chamá-la de “Guerreira”, “Anita Garibaldi”, “Joana d´Arc”, “Mãeinha”... que, se assim eu a estava chamando, era na intenção de atrair dela benevolência em meu favor... que Flávia estava procurando calar-me, como havia feito com Remígio Júnior, Esmaildo Pereira e Antônio Cabral...

Também não escapou da incompreensão dos maus entendedores minha matéria INFLUÊNCIA DE REMÍGIO JÚNIOR NO PODER PÚBLICO DE PIANCÓ: A ENGENHOSIDADE DA PREDOMINÂNCIA PELA AUTOJUSTIFICAÇÃO E DISSIMULAÇÃO POLÍTICA, postada neste blog, dia 28 do mês passado. Disseram simplesmente que eu estava elogiando Remígio Júnior, por ter interesse em que ele me favorecesse com alguma coisa por parte da prefeita Flávia.

Nada mais, além disso, no entanto, comentaram os maus entendedores sobre o que eu havia escrito nas duas mencionadas matérias referentes a Flávia Galdino e a Remígio Júnior. Foi, para os maus entendedores, mais ou menos assim como se eu, naquelas matérias, só tivesse escrito os trechos em que eles – em seu turvo modo de perceber – achavam que eu estivesse apenas elogiando Flávia Galdino e Remígio Júnior.

Eis, pois, a evidência de que os maus entendedores de Piancó não estão entendendo meus textos nem estão convictos de minha dignidade e integridade moral. Que Deus os ajude a entender tudo isso... para o bem deles... para o bem de todos nós... para o bem de Piancó!...

E, por sua vez, os bons entendedores, no tocante àquelas matérias – até o presente - simplesmente se calaram... exceto a esclarecida senhora Erotildes Maria da Silva, de Piancó, que, neste blog, dia 3 deste mês, postou o seguinte comentário, que bem reflete a consciente manifestação de uma mulher convicta da cidadania e da deplorável e vergonhosa realidade política piancoense:

“Chico Jó, parabéns pela sua brilhante explanação sobre a situação política de Piancó. É isso mesmo, enquanto não aparecer um político que realmente pense na população e não em seus interesses próprios, não sairemos deste quadro lastimável.”

Concisão, entendimento, compreensão são alguns de outros tantos conceitos que me forçam a voltar (em minha próxima matéria neste blog) a Flávia Galdino, a Remígio Júnior, às expressões “Guerreira”, “Anita Garibaldi”, “Joana d´Arc” e “Maeinha”... e a outras coisas mais... que, decerto, me levarão encadeadamente a mais coisas...

terça-feira, 28 de julho de 2009

INFLUÊNCIA DE REMÍGIO JÚNIOR NO PODER PÚBLICO DE PIANCÓ: A ENGENHOSIDADE DA PREDOMINÂNCIA PELA AUTOJUSTIFICAÇÃO E DISSIMULAÇÃO POLÍTICA

Salta aos olhos da população e, particularmente, aos dos que, como eu, analisam e comentam o cenário político de Piancó, um fato singular e interessante. Um fato que, de tão inusitado, no mínimo impressiona, espanta e constitui talvez o assunto ora mais comentado em nosso município, e que já se alastra pela região afora. Trata-se da habilidosa influência pessoal e política do advogado Antônio Remígio da Silva Júnior (Remígio Júnior) em nosso Poder Executivo e em nosso Poder Legislativo.

Remígio Júnior é, atualmente, sem dúvida alguma, a figura mais polêmica e enfocada da esfera política de Piancó. É indubitavelmente (e seria cinismo querer negar isso) o vulto que mais vem provocando expectativa e apreensão de sua escalada político-eleitoral em Piancó, dada sua proximidade à prefeita Flávia Galdino e ao ex-governador Cássio Cunha Lima.

E o mais curioso de tudo isso é que nem eleitor em Piancó Remígio Júnior é. E, como se tal não bastasse, ainda por cima ele assegura (jura de pés juntos) que está afastado da política, que nada tem que ver com política em Piancó, que apenas presta serviços a políticos.

Mas, se assim categoricamente ele diz, por que, então, sua acentuada evidência na política de Piancó? Por que ele suscita tanto receio, dúvida e inquietação no contexto político-partidário daqui? Evidentemente que não é só por causa de sua identificação com Flávia e com Cássio, irretorquivelmente que é por isso e por outras coisas mais, que a nós, eleitores de Piancó, muito importa levar em conta, principalmente no que diz respeito às eleições de 2010 e 2012.

Não se pode negar que Remígio Júnior tem revelado concretamente seu potencial em Piancó, e, no campo político, acabou por adquirir relevância pela sua originalidade em influenciar.

A princípio, convém notar que Remígio Júnior conhece a fundo Piancó. Que conhece (como a palma da mão) nosso ambiente político, social e econômico. É um autêntico produto do meio piancoense. E tanto assim é que, pela sua desenvoltura no campo jurídico, bem poderia viver em outros centros mais risonhos para sua profissão de advogado, mas prefere permanecer aqui. É teluricamente preso à terra natal. É fortemente arraigado ao campo. Ele próprio afirma que é mais agricultor do que advogado.

Tais atributos – e outros que adiante se verão – revelam a emotividade de Remígio Júnior, seu sentimentalismo e sensibilidade. No fundo, Remígio Júnior é um sentimental, um romântico; rende-se facilmente às amizades.

Seu perfeccionismo, senso de organização e trabalho metódico têm-lhe dado eficiência e credibilidade em seus empreendimentos e nos que lhe são confiados, o que lhe tem valido repercussão profissional. Na área político-administrativa ele vem robustecendo sempre mais a capacidade, pelos inúmeros problemas que soluciona. Capacidade que se vem refletindo em sua influência político-administrativa em Piancó.

À medida que, como assessor jurídico, vai imergindo na diversidade dos problemas políticos e administrativos de Piancó, adquire cada vez mais experiência nesse labirinto que a complexa política piancoense tem tecido ao longo do tempo.

Obsessivamente laborioso e dedicado ao dever, Remígio Júnior revela-se, por isso, como o tipo perfeito para enfrentar situações que exigem trabalho organizado, tenso e prolongado. Ele já demonstrou essa vantajosa aptidão em campanhas eleitorais, tanto suas como de Gil Galdino, de Edvaldo de Caldas e de Flávia Galdino, e todos esses sabem: foram favoráveis os resultados.

Vale lembrar aqui que essa peculiar operosidade de Remígio Júnior é um dos pontos que têm levado muitos analistas da realidade política de Piancó a afirmar que Edvaldo de Caldas, ao ficar sem Remígio Júnior, teve prejuízo eleitoral, e Flávia Galdino, ao passar a contar com ele, evoluiu eleitoralmente. Não são poucos os que estão convictos de que a maioria eleitoral de Flávia, em 2008, deveu-se fundamentalmente à influência eleitoral de Remígio Júnior. Afinal, a propósito disso, é preciso ver que dois familiares de Remígio Júnior, candidatos a vereador, Christtiane Remígio e Quinca Remígio, tiveram expressiva votação. E... sangue é sangue...

Também vale aqui lembrar que, sempre que se estabelece relação entre Remígio Júnior, Edvaldo de Caldas e Flávia Galdino, surgem forçosamente inúmeras indagações (até agora não satisfatoriamente esclarecidas à população), tais como, por exemplo:

Por que Remígio Júnior se afastou de Edvaldo de Caldas, quando ambos viviam em comunhão com Cássio Cunha Lima? Por que Remígio Júnior, depois de exaustivamente criticar falhas político-administrativas de Flávia, contraditoriamente acabou por levá-la para Cássio e por apoiá-la na campanha eleitoral do ano passado? Por que, tão logo após eleger-se vereadora, Christtiane Remígio, outrora tão prestigiada na gestão pública de Edvaldo de Caldas, passou a fazer parte da bancada da prefeita Flávia Galdino? Se a vereadora Christtiane Remígio passou a apoiar Flávia, há possibilidade de o suplente de vereador Quinca Remígio fazer o mesmo?

Nos municípios do Vale do Piancó, onde presta assessoria jurídica a políticos (como ele gosta de enfatizar), Remígio Júnior vem angariando evidência pelo seu tino político-partidário, e tornando-se cada vez mais íntimo dos políticos que assessora, o que bem já lhe pode constituir, nessa região, um prenúncio para sua estratégia de atuação, em 2010, como cabo eleitoral de Cássio Cunha Lima, seu dileto amigo.

Remígio Júnior é dotado de um dom que (principalmente em política, e, especialmente, numa política subserviente e capciosa como a nossa) lhe dá inegáveis vantagens no controle de certas situações: é um ouvinte nato, por demais paciente, quando se trata de ter de assimilar ideias, opiniões, juízos de valor de alguém em cujas reações ele esteja interessado.

Outro atributo típico de Remígio Júnior é seu talento para dirigir manifestações espetaculares em campanhas eleitorais em Piancó. Os comícios e carreatas por ele organizados são estrondosos, suficientes para sugestionar os eleitores caracteristicamente susceptíveis, e neles incutir a imagem do candidato. Foi o que se deu na campanha de Flávia Galdino no ano passado.

Culminando tudo isso que ficou dito, eis que se chega ao cerne da questão: a influência político-administrativa de Remígio Júnior no Poder Executivo e no Poder Legislativo de Piancó. Na Prefeitura, nas secretarias municipais, na Câmara Municipal, enfim, em seja qual for a área da Gestão Pública piancoense, qualquer pessoa, por mais desavisada que esteja, perceberá a sutileza da influência de Remígio Júnior. Nenhuma decisão séria será tomada nesse ambiente político-administrativo sem que se consulte Remígio Júnior. O sim e o não dele são decisivos. Ele é que sabe competentemente mover as peças do xadrez da intrincada Administração Pública atual de Piancó. Ele é que sabe estender o fio orientador por esse labirinto. Não ouvi-lo é correr o risco de se perder... tanto agora como em 2010 e em 2012...

sábado, 18 de julho de 2009

CONSTERNAÇÃO NA ÉTICA E NA MORALIDADE DE PIANCÓ: MORRE EURIDES LIBERALINO, UM EXPOENTE DO CARÁTER


Este desalentado Piancó, tão já desfalecido pela contundência dos responsáveis pelo seu atraso; este desiludido Piancó, tão já desesperançado do advento de líderes sérios, verdadeiramente comprometidos com a sinceridade social e o bem comum; este decepcionado Piancó, tão já convicto de sua falsa moralidade política, forjada no engodo, na bajulação e na demagogia, vê-se, agora, ainda mais moralmente desfavorecido, pela morte - dia 11 deste mês de julho de 2009 - do memorável Eurides Liberalino de Souza (Mestre Eurides), exemplar referencial de probidade, serenidade e inteireza de caráter, em que Piancó precisa inspirar-se para redimir-se da culpa de persistir na indolência da retrogradação.

Foi-se Mestre Eurides dentre os que o tinham como modelo de homem de boa vontade, humilde, pacato e justo. E deixou-nos falta sua palavra branda, judiciosa, sábia. Sem seus conselhos e ensinamentos, Piancó ficou mais carente de discernimento, de esclarecimento, de luminosidade espiritual.

Rompeu-se o último elo que ligava o Piancó contemporâneo ao Piancó da década de 1920, e fundia-se nessas duas épocas como condutor e propagador do ideário do Padre Aristides.

Silenciou-se a voz que tão veementemente apregoava e enaltecia a bravura, a altivez e o senso libertário do destemido e valoroso sacerdote. Interrompeu-se a difusão da autodeterminação política do padre que deu a Piancó, em toda a sua história, a maior lição de exercício da cidadania, resistência e libertação.

Ao referir-se à afinidade de seu pai com o Padre Aristides Ferreira da Cruz, imprimia Mestre Eurides na expressão um cunho de especial reverência àqueles dois vultos históricos do Piancó da primeira metade do Século 20. Ressaltava-lhes notadamente o brio como patrimônio moral que ele tinha como sagrado.

Falava com acentuado fervor da perseverança de seu pai em ter, como filho de criação do Padre Aristides, prosseguido fraternalmente solidário para com os amigos e simpatizantes daquele célebre sacerdote político.

Tal qual seu pai Pedro Inácio Liberalino, Mestre Eurides inspirava-se ardorosamente na personalidade do Padre Aristides, a quem exaltava como consagrado herói, e seguia-lhe a linha de conduta, repudiando a injustiça social, o servilismo político e a covardia.

Revelava nobreza e hombridade na sua postura social, senso de retidão, justiça e magnanimidade. Era uma perfeita projeção moral de seu pai, que eu, ainda infante, também conheci, e que me dedicava atenção e amizade, narrando-me entusiasticamente pormenores do episódio da passagem da Coluna Prestes em Piancó, o que tanto me serviu para minha concepção de transformar tais fatos em atrativo turístico em prol principalmente dos pobres e dos excluídos. Mestre Eurides acalentou solidariamente comigo esse sonho, e exortou-me a persistir nele inabalavelmente.


Todos os que, como eu, conheceram a têmpera moral de Pedro Inácio Liberalino, e viu como se comportou Mestre Eurides em Piancó, não têm dúvida de que o filho seguiu louvavelmente o rastro do pai. Tendo tido seu caráter ainda mais avigorado pela convivência com o Padre Aristides, Inácio Liberalino (como era mais conhecido) deu ao filho Eurides o inestimável legado da dignidade, da credibilidade e da vergonha, predicados de que o Piancó atual tanto carece.

Distinguia Mestre Eurides a atraente capacidade de influenciar as pessoas pela suave expressividade do tato pessoal, pela delicadeza e mansidão. Sua presença irradiava ternura, singeleza, simplicidade, e disso lhe advinham o respeito e a admiração dos que o buscavam. Comedido, sensato e prudente, fazia-se ouvir atenta e prazerosamente pelos que lhe admiravam a modelar personalidade e honradez, como eu, que, tantas vezes, o ouvi discorrer sobre sua vida, sobre o Piancó de ontem e o de hoje, sobre as mudanças com que ele sonhava para Piancó.

E aprendi muito com ele. Lições de sua experiência de vida. Lições de seu aprendizado de convivência social. Lições de seu caráter. Preciosíssimas lições para mim, as quais não cheguei a ter de meu pai, por de mim ter-se ido ele tão cedo. Ricas lições de prudência, de sabedoria, de verdade. E aqui me associo à alegria dos familiares de Mestre Eurides, por ter tido eu, como eles, o privilégio de partilhar do tesouro da sabedoria humanística dele.

Revelava Mestre Eurides forte pendor para tudo o que dissesse respeito à arte de viver, à etiqueta, às normas da boa conduta. Era cavalheiresco, cordial, gentil, e falava com calma e moderação. Sua figura em qualquer ambiente de Piancó constituía uma marca de distinção pessoal. Em suma, era inquestionavelmente um vulto notável de Piancó.

Corte e costura, esporte, cultura, comunicação social, dança, música, contabilidade, política foram campos em que Mestre Eurides atuou talentosamente. Em todos ele fez a diferença.

Destacou-se como alfaiate de referência regional, pelo refinamento de seu estilo, vestindo elegantemente várias personalidades do Vale do Piancó. No futebol piancoense, foi um ícone como jogador, goleiro, juiz e técnico. Nas mais diversas manifestações culturais, sua opinião sempre produzia um belo resultado, graças a seu refinado senso estético. Como locutor, marcou época. Ouvi-lo, pela difusora, nos saudosos programas musicais por ele apresentados, era um deleite para a romântica sociedade piancoense de então. Nas festas, nos bailes, nos carnavais, era um símbolo de notável influência e atração, dançando habilmente todos os ritmos. Grandes dançarinos de Piancó inspiravam-se nele. Tinha um senso musical altamente apurado. Cantores como Francisco Alves, Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Ângela Maria eram seus ídolos prediletos. Sua atuação na contabilidade foi um exemplo de seriedade profissional. Na política, como vereador, tentou mostrar uma nova imagem de homem público, mas sentiu como isso era difícil em Piancó. Não foi suficientemente compreendido, pois o sistema político lhe era indiferente a suas ideias de mudança.

Culminando a manifestação de sua brilhante personalidade, Mestre Eurides, ao lado de sua esposa Isabel, edificou uma família que é digna de nota na história de Piancó, pela conduta, pela idoneidade, pela formação.

Mas, apesar de sua vida exemplar e harmoniosa, Mestre Eurides não negava sua indignação e decepção diante de certos procedimentos políticos de Piancó, discordes dos que ele aprendera com seu pai. A prudência, entretanto, o refreava de externar seus protestos e críticas, mas não escondia seu descontentamento.

Chegou a confessar-me seu desapontamento por compreender que a política conservadora era a causa principal do atraso de Piancó. E, certa noite, ao conversarmos sobre o continuísmo político de velhas lideranças daqui, e analisarmos as consequências disso, ele, na mansidão que tão lhe era peculiar, proferiu-me, pausadamente, esta sentenciosa expressão (felizmente por mim taquigrafada), que bem merece ser tomada como memoração – por ele almejada - da dignidade do Padre Aristides, como um grito de comando, como uma divisa de reação e resistência:

“A causa principal da decadência de Piancó tem sido sua política conservadora. Aqui falta um líder corajoso, sincero e independente, capaz de romper com o continuísmo do sistema dominante, e comandar a população na construção de um novo Piancó. Depois do Padre Aristides, não surgiu ninguém que fizesse isso. Piancó precisa de um libertador!”

Seu brado libertário, Mestre Eurides, não terá sido em vão. Os que têm senso de vergonha e dignidade perseverarão impassivelmente na luta e empenho constantes contra os que usurpam Piancó. Deus tudo pode, e talvez Ele tenha permitido que o libertador de Piancó já esteja entre nós...

sábado, 11 de julho de 2009

PRÓ-FLÁVIA OU PRÓ-PIANCÓ: DILEMA DO VOTO DE DESEMPATE DE ANTÔNIO LEITE

Em 20/03/2009, o vereador Antônio de Pádua Pereira Leite, do PT, publicou em seu site Pádua Leite.com a seguinte matéria:

"CPI dos Tributos será instalada...

Bloco Parlamentar de Oposição procurou a Justiça...

A Juíza de Direito da 1ª Vara da Comarca de Piancó, Dra. Luciana Rodrigues Lima, concedeu, na manhã de ontem (19/3), liminar nos autos do Mandado de Segurança (Proc. nº 026.2009.000.263-0), promovido pelo Bloco Parlamentar de Oposição contra o presidente da Câmara de Vereadores de Piancó, Antônio Leite Neto, para determinar a instalação da CPI dos Tributos.

Em sua decisão, a Juíza alegou que "Em sendo preenchidos os requisitos constitucionais, impõe-se a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, que não depende, por isso mesmo, da vontade aquiescente da maioria legislativa, desnecessária, portanto, a submissão do requerimento a apreciação do plenário da Câmara.

A CPI dos Tributos foi rejeitada, no último dia 07 de março, pela maioria dos vereadores (bancada do governo Flávia Galdino), desatendendo à legislação federal, estadual e municipal.

Cabe agora ao presidente da Câmara Municipal de Piancó instalar a CPI dos Tributos sob pena de desobediência à ordem judicial.'

Por sua vez, o Jornal da Paraíba, edição de 4 de julho de 2009, publicou a seguinte matéria da jornalista Beth Torres:

"Prefeitura de Piancó teria cometido irregularidades em arrecadações

Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na arrecadação de tributos pela Prefeitura Municipal de Piancó já estão em fase de conclusão. As primeiras constatações são de que haveria uma diferença de quase R$ 30 mil nos valores informados ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) em relação ao Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) recolhido pelos cartórios locais. O presidente da CPI, vereador Antônio de Pádua Leite (PT), diz acreditar que essa diferença do valor arrecadado para o que foi informado ao TCE pode superar R$ 500 mil.

Segundo o petista, a CPI constatou que há várias irregularidades, dentre elas, se destacam: os valores informados ao TCE seriam fictícios, não correspondem aos valores encontrados na conta corrente da Prefeitura Municipal; bem como aos valores informados pelos cartórios locais no tocante ao ITBI; as guias de recolhimento não são autenticadas no Banco do Brasil, apenas um carimbo com o nome “Pago”, com data e assinatura do funcionário é que garante a quitação do tributo.
“Constatou-se, ainda, que não há qualquer segurança quanto aos valores pagos, ou seja, o tributo é cobrado de acordo com o voto do eleitor (se for aliado da prefeita, o valor é menor; se for adversário, o valor é mais do que o dobro); constatou-se, ainda, que o funcionário no final do expediente recolhe os valores ao banco, eis que o contribuinte paga em dinheiro na tesouraria da prefeitura e não na agência bancária”, destacou Pádua Leite, acrescentando que ao confrontar os números declarados nos balancetes mensais da Prefeitura Municipal com as certidões fornecidas pelos cartórios locais, referentes ao período de 2005 a 2008, a diferença é “gritante”.

De acordo com o vereador petista, em Piancó, não existe nenhum controle contábil e nem critérios objetivos de cobrança na arrecadação de tributos municipais. Isso, segundo ele, dá margem a dúvidas sobre os valores declarados nos balancetes mensais. Ele denuncia ainda que existem privilégios a certos contribuintes, que seguem a orientação política da gestora, o que estaria acarretando sérios prejuízos aos cofres públicos.

A CPI só foi instaurada após uma “batalha” judicial, pois como o Legislativo municipal não quis a criação da comissão, os parlamentares tiveram que recorrer à Justiça. No dia 7 de março deste ano, os vereadores Pádua Leite, Francisco Ferreira da Silva (PMN), José Bráulio de Souza Júnior (PTB) e Wagner Ricardo Leite Brasilino (PP) apresentaram requerimento para a instauração da comissão e o presidente da Casa vereador Antônio Leite Neto levou o requerimento para apreciação do plenário. Como a oposição é minoria, acabou sendo derrotada.

Por conta da “manobra” feita em plenário, o vereador petista representou criminalmente o presidente da Câmara Municipal de Piancó, Antônio Leite Neto, por suposto crime de responsabilidade ao impedir, ou tentar impedir, o regular funcionamento de CPI. Apenas no dia 13 de abril, a comissão foi finalmente instaurada. A reportagem tentou entrar em contato com a prefeita de Piancó, Flávia Galdino (PP), mas não obteve resposta.'"

Das matérias acima, e de minha matéria anterior, Acintosidade na votação de proposições da oposição: a Mesa Diretora da Câmara de Piancó deve explicação à sociedade sobre esse descaso, constata-se um fato grave, digno de atenta apreciação por parte da sociedade piancoense: o presidente Antônio Leite Neto, usando da prerrogativa parlamentar de seu voto de desempate, não permitiu a aprovação das seguintes proposições de autoria do vereador Antônio de Pádua Pereira Leite (PT), subscritas por seus pares da bancada de oposição:

"Projeto-de-Lei nº 002/2009, que dispunha sobre a obrigatoriedade dos Poderes Executivo e Legislativo de divulgar, mediante impressos e meios eletrônicos de acesso público, as prestações de contas do Município.

Projeto-de-Lei nº 003/2009, que alterava e acrescentava artigos à Lei Municipal nº 384, de 10 de março de 1977, que criava, instituía e disciplinava o Diário Oficial do Município de Piancó.

Projeto-de-Lei nº 004/2009, que dispunha sobre normas específicas em matéria de licitação no âmbito do Município de Piancó, e assegurava que a escolha para membros da Comissão de Licitação no Município de Piancó, em número de 3 (três) pessoas, deveria recair sobre servidores concursados do quadro permanente da Prefeitura Municipal de Piancó e outro escolhido pela Câmara Municipal.

Requerimento de Criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar fatos a respeito da existência de irregularidades administrativas concernente à arrecadação de tributos municipais no Município de Piancó."

De tudo isso, resulta, pois, claramente manifesto (até prova em contrário) que o presidente Antônio Letie Neto votou contra a Transparência Pública. As aludidas proposições tratavam da Transparência Pública, e não seria meramente o fato de elas procederem de oposicionistas que legitimaria a atitude de Antônio Leite de decidir contra elas. A função fiscalizadora do vereador Antônio Leite sobrepõe-se a seus interesses de ordem político-partidária, e, conseguintemente, seu voto de desempate deve sempre propender para a moralidade pública e o bem comum.

Explica-se, contudo, tal atitude de Antônio Leite. Correligionário da prefeita Flávia Galdino, a quem lhe deve o mandato de vereador (e a presidência da Câmara) pelo apoio eleitoral dela recebido (em detrimento de outros que dela também o mereciam igualmente, como é o caso, por exemplo, do ex-vereador Sérgio Lacerda, fiel escudeiro de Gil Galdino), Antônio tornou-se, forçosamente, uma espécie de submisso refém da prefeita Flávia. Tornou-se um instrumento eficiente de manipulação da prefeita, tendente, ou melhor, obrigado a proceder política e parlamentarmente ao inteiro mando dela. Não fosse assim, Antônio Leite, em sã consciência, jamais haveria de comportar-se como o fez com respeito às supracitadas proposições do bloco oposicionista.

Bom seria que Antônio Leite, a bem de sua boa imagem político-parlamentar, justificasse neste blog (à sua inteira disposição), no site da Câmara, ou em outro espaço qualquer que lhe conviesse, por que votou contra as referidas proposições inerentes à Transparência Pública, apresentadas pelo vereador Antônio de Pádua. Por outras palavras, bom seria que Antônio Leite esclarecesse à população por que votou contra
a divulgação das prestações de contas do Município, o Diário Oficial do Município, normas específicas em matéria de licitação no âmbito do Município, Criação de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar fatos a respeito da existência de irregularidades administrativas concernente à arrecadação de tributos municipais no Município.

Uma vez publicadas as razões do vereador Antônio de Pádua sobre as citadas proposições, uma vez publicada esta minha matéria em que – eminentemente no meu legítimo direito de cidadão - busco explicações para aquela atitude de Antônio Leite, é evidente que, se ele não a explicar a contento, ficará subentendida a manipulação (por parte da prefeita Flávia) de seu voto de desempate. E, pior, ficará subentendido seu descaso para com a lisura parlamentar e para com seu compromisso de vereador com a população.

Estendendo essas ponderações para além da competência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Piancó, é pertinente indagar: se (no tocante às referidas proposições do vereador Pádua) a Mesa Diretora é contra a divulgação das prestações de contas do Município e a CPI para apurar fatos inerentes a tributos municipais, então a população poderá vir a deduzir que os fatos explanados pelo vereador Antônio de Pádua sejam verdadeiros, e que tanto a prefeita Flávia como sua bancada na Câmara não querem que eles se tornem públicos.

Cabe à Mesa Diretora da Câmara e à prefeita Flávia esclarecerem à população por que vêm obstando iniciativas da oposição concernentes ao controle da Administração Municipal. Cabe à Mesa Diretora e à prefeita Flávia demonstrarem à população que QUEM NÃO DEVE NÃO TEME. E, então, por que não a divulgação das prestações de contas do Município, por que não a CPI?

A Mesa Diretora da Câmara e a prefeita Flávia Galdino TEMEM a divulgação das prestações de contas do Município e a CPI? O VOTO DE DESEMPATE do presidente Antônio Leite é PRÓ-FLÁVIA ou PRÓ-PIANCÓ? A população quer e tem o direito de saber...
E precisa saber antes de outubro de 2010...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

ACINTOSIDADE NA VOTAÇÃO DE PROPOSIÇÕES DA OPOSIÇÃO: A MESA DIRETORA DA CÂMARA DE PIANCÓ DEVE EXPLICAÇÃO À SOCIEDADE SOBRE ESSE DESCASO

É bem possível que talvez eu tenha mesmo de cair de joelhos e pedir a Deus que tenha piedade de Piancó, que ilumine Piancó. Que ilumine as mentes obscurecidas daqui, porque talvez somente assim sejam elas capazes de ver a luz da razão e de dissipar as trevas da indolência. Da indolência que levou minha filha Micheline, piancoense, a afirmar perplexamente: “Meu Deus! Que povo passivo, que povo inocente...”

Talvez eu tenha de pedir a Deus um milagre para Piancó. Piancó precisa de um milagre, de um milagre que o transforme, de um milagre que o renove, de um milagre que o converta. Que o transforme na evolução do espírito e da inteligência; que o renove na mudança de comportamento para o aperfeiçoamento existencial; que o converta no exercício da sinceridade, da vergonha, da dignidade.

Parece que só mesmo um milagre salvará Piancó de seu persistente retrocesso. O retrocesso de Piancó é múltiplo, crônico. Retrocesso político, retrocesso econômico, retrocesso social, retrocesso cultural. Política coronelista, economia decadente, sociedade apática, cultura menosprezada. Nenhum líder reformador plenamente livre e autêntico, nenhum projeto de desenvolvimento sustentável, nenhuma revolução social, nenhuma repercussão cultural.
Em seus quase três séculos, Piancó permanece politicamente imaturo, conservador, retrógrado, embora lhe venha sendo a política a manifestação que mais marcadamente o caracteriza e distingue. Caracteriza-o pelo servilismo, distingue-o pelo retrocesso. Piancó cresceu, mas não se desenvolveu; envelheceu, mas não aprendeu.

E a quem deve Piancó tudo isso? À sua política iníqua. Piancó tem a política que merece, o atraso que merece. Política que só lhe tem trazido alienação, subserviência, submissão; atraso que só lhe tem custado cinismo demagógico, abuso de poder, miséria social.

E o que mais impressiona é que essa alienação, essa subserviência, essa submissão só crescem cada vez mais. Em vez da conscientização da cidadania, da plenitude do Estado Democrático de Direito, Piancó retrocede para a subserviência política, de onde emanam as mazelas desastrosas de seu atraso.

Vem bem a propósito, a essa altura dessas minhas reflexões sobre a subserviência política de Piancó, repetir aqui o que eu disse em minha matéria IMERSÃO EM FLÁVIA GALDINO: DO VERSO AO REVERSO, neste blog:

“Detendo o controle absoluto do Poder Executivo e do Poder Legislativo de Piancó (é preciso frisar bem: o controle absoluto), Flávia não se contentou só com isso, e deu mais um passo nos seus avanços para o domínio: passou a deter também o controle absoluto (concernentemente à participação de seus opositores) dos dois principais veículos de comunicação de massa de Piancó: a Rádio Cidade e a Rádio Nativa. Consequência natural disso foi ficar a bancada oposicionista da Câmara Municipal de Piancó (saliente-se nisso a pessoa do vereador Antônio de Pádua) limitada, em sua expressão oral, às quatro paredes daquela Casa e para um público em média de 100 pessoas, uma vez que a instantaneidade da transmissão radiofônica das sessões da Câmara foi interrompida pela atual Mesa Diretora.”

E a prefeita Flávia Galdino, detentora de poder absoluto no Poder Executivo e no Poder Legislativo de Piancó, converte a Mesa Diretora da Câmara Municipal num reduto de manipulação político-partidária e de acintosidade na votação das proposições da oposição.

Como assim de manipulação político-partidária? Simplesmente porque Flávia satisfaz aos interesses dos membros da Mesa e faz com eles o que bem quer.

E como assim de acintosidade na votação das proposições da oposição? Tão somente porque a Mesa Diretora, em cega obediência a Flávia, rejeita certas proposições (indiscutivelmente relevantes para os interesses coletivos de Piancó) dos vereadores oposicionistas, com o único objetivo de impedir-lhes a evidência de suas atividades parlamentares.

É possível provar isso? É. Com quê? Com fatos. Que fatos? Fatos irrefutáveis, contra os quais não há argumentos.

E a quem interessa provar isso? À sociedade. Por quê? Porque tanto Flávia, representante do Poder Executivo (ou, mais propriamente, dona do Poder Executivo e do Poder Legislativo de Piancó), quanto os vereadores e vereadoras devem explicação e justificação sobre seus compromissos com a sociedade e sobre o exercício de seus mandatos parlamentares, de maneira que seus interesses pessoais e partidários não se sobreponham aos interesses públicos.

Muitos são os casos com que se pode provar muito bem o que acima ficou dito. Por ora, vejan-se estes (suprimiram-se as imagens) ocorridos com o vereador Antônio de Pádua Pereira Leite (Pádua), do PT, e com seus pares da oposição, como ele mesmo os narra em seu site Pádua Leite.com:

09/06/2009 00:02
Votando contra o Povo de Piancó (Parte III)

Christtiane e Neném de Fandinga também seguindo orientações da prefeita...

Divulgação das Prestações de Contas do Município
Hoje é assim...

O cidadão piancoense desconhece o quanto o município de Piancó arrecada de impostos, o valor dos repasses do FPM e dos convênios federais e estaduais, bem como não sabe o quanto se gasta com a folha de pagamento dos servidores públicos, combustíveis, merenda escolar, sáude, educação, etc.Hoje, somente a Câmara Municipal e o Tribunal de Contas do Estado é que recebem os balancetes mensais das contas da Prefeitura e da Câmara Municipal.
O Projeto-de-Lei apresentado por Pádua Leite pretendia obrigar o município a divulgar as suas contas

O Projeto-de-Lei nº 002/2009, de minha autoria, que "Dispõe sobre a obrigatoriedade dos Poderes Executivo e Legislativo de divulgar, mediante impressos e meios eletrônicos de acesso público, as prestações de contas do Município." pretendia dar transparências pública às contas públicas.
Pretendia o Projeto-de-Lei nº 002/2009 obrigar a Prefeitura Municipal de Piancó e a Câmara Municipal de Piancó a divulgar, mensalmente, as suas respectivas Prestações de Contas em informativos impressos e na internet, obedecendo ao princípio constitucional da publicidade prevista no art. 37, caput, da Constituição Federal

Rejeitado
Infelizmente, o Projeto-de-Lei nº 002/2009 foi rejeitado pela maioria dos vereadores da Câmara por cinco votos contrários (5x4).

Votando contra o Povo de Piancó

Com os votos de Antônio Leite (voto de desempate), Tota Militão, Cotil, Neném de Fandinga e Christtiane Remígio, seguindo orientação da prefeita Flávia Galdino, o Projeto-de-Lei foi rejeitado por 5x4.

Votando a favor da transparência pública e do Povo de Piancó

Os votos de Pádua Leite, Dr. Rato, Souzinha e Waguinho não foram suficientes para aprovar o Projeto-de-Lei nº 002/2009.

Comentários
Todos sabem que numa administração pública séria e honesta a transparência é fundamental. Na atual gestão, infelizmente, transparência é sinônimo de ameaça à corrupção...

Ao não divulgar as receitas e despesas da Prefeitura Municipal de da Câmara Municipal, o cidadão fica desconhecendo a realidade financeira do município e isso contribui para o aumento da corrupção...

É tudo que eles querem...

08/06/2009 23:44
Votando contra o Povo de Piancó (Parte IV)

Tota Militão, Antônio Leite e Cotil: votando contra o Povo...
Christtiane e Neném de Fandinga também seguindo orientações da prefeita..

Diário Oficial do Município de Piancó
Hoje é assim..

O Diário Oficial do Município de Piancó é organizado e coordenado pela prefeita municipal de Piancó, sem data específica e sem qualquer divulgação e distribuição às repartições públicas. Somente a Câmara Municipal recebe o Diário, por conta de imposição do Tribunal de Contas do Estado, na apresentação dos balancetes. Para se ter uma idéia da desorganização, o último Diário que foi enviado à Câmara corresponde ao mês de janeiro/2009.O Projeto-de-Lei apresentado por Pádua Leite

O Projeto-de-Lei nº 003/2009, de minha autoria, que "altera e acrescenta artigos à Lei Municipal nº 384, de 10 de março de 1977, que cria, institui e disciplina o Diário Oficial do Município de Piancó e dá outras providências." pretendia dar transparência aos atos municipais.
Pretendia o Projeto-de-Lei nº 003/2009 obrigar a Prefeitura Municipal de Piancó a disponibilizar o Diário Oficial do Município na forma impressa e em meio eletrônico de acesso público (internet), a cada quinzena, bem como ser o mesmo distribuído em todas as repartições públicas, partidos políticos, entidades representativas ou a qualquer cidadão que requeresse.

Rejeitado
Infelizmente, o Projeto-de-Lei foi rejeitado pela maioria dos vereadores da Câmara por cinco votos contrários (5x4).

Votando contra o Povo de Piancó

Com os votos de Antônio Leite (voto de desempate), Tota Militão, Cotil, Neném de Fandinga e Christtiane Remígio, seguindo orientação da prefeita Flávia Galdino, o Projeto-de-Lei foi rejeitado por 5x4.

Votando a favor da transparência pública e do Povo de Piancó
Os votos de Pádua Leite, Dr. Rato, Souzinha e Waguinho não foram suficientes para aprovar o Projeto-de-Lei nº 003/2009
Comentários
Todos sabem que numa administração pública séria e honesta a transparência é fundamental. Na atual gestão, infelizmente, transparência é sinônimo de ameaça à corrupção... Ao não divulgar e distribuir o Diário Oficial do Município, a prefeita Flávia Galdino quer esconder do Povo de Piancó os seus atos administrativos e, com certeza, não quer ver o Povo bem informado das decisões políticas.

Quanto menos informado o Povo, mais se abrem as portas da corrupção.

Agora, com a cumplicidade dos vereadores que derrubaram o Projeto-de-Lei,

08/06/2009 20:30
Votando contra o Povo de Piancó (Parte V)

Christtiane Remígio e Neném de Fandinga..
.
Transparência Pública nas licitações
Hoje é assim...

A Comissão de Licitação é forma da por 03 (três) membros indicados pela prefeita municipal, recaindo sempre a indicação nas pessoas de sua inteira confiança, que atendem a determinação e orientação da gestora pública. Por conta disso, a prefeita Flávia Galdino e a Comissão de Licitação (ano 2005), que era formada por Antônio Leite, Francisca de Paula e Sérgio Lacerda, estão respondendo processo criminal por conta de inúmeras irregularidades nos processos licitatórios.
O Projeto-de-Lei apresentado por Pádua Leite pretendia moralizar...
O Projeto-de-Lei nº 004/2009, de minha autoria, que "dispõe sobre normas específicas em matéria de licitação no âmbito do Município de Piancó", assegurava que a escolha para membros da Comissão de Licitação no município de Piancó, em número de 3 (três) pessoas, deveria recair sobre servidores concursados do quadro permanente da Prefeitura Municipal de Piancó e outro escolhido pela Câmara Municipal.

O Projeto-de-Lei previa, ainda, que os membros da Comissão de Licitação não poderiam ser destituídos pela vontade do prefeito municipal; que não poderiam fazer parte da Comissão cônjuge, companheiro(a) e parente em linha reta até o quarto grau do prefeito, vice-prefeito e vereadores no exercício do mandato e que a administração pública deveria publicar as convocações na modalidade convite no Diário Oficial do Município.

Rejeitado
Infelizmente, no último sábado (06/6/2009), o Projeto-de-Lei nº 004/2009 foi rejeitado pela maioria dos vereadores da Câmara por cinco votos contrários (5x4).
Votando contra o Povo de Piancó

Com os votos de Antônio Leite (voto de desempate), Tota Militão, Cotil, Neném de Fandinga e Christtiane Remígio, seguindo orientação da prefeita Flávia Galdino, o Projeto-de-Lei foi rejeitado por 5x4.

Votando a favor da transparência pública e do Povo de Piancó
Os votos de Pádua Leite, Dr. Rato, Souzinha e Waguinho não foram suficientes para aprovar o Projeto-de-Lei nº 004/2009.

Comentários
Todos sabem que numa administração pública séria e honesta a transparência é fundamental. Na atual gestão, infelizmente, transparência é sinônimo de ameaça à corrupção...”

Os comentários de Pádua pertinentemente falam por si mesmos. São suficientes para mostrar como procede a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Piancó com relação à oposição, ou melhor, com relação à sociedade.

Diante disso, só restam à Mesa Diretora duas alternativas: ou explicar-se à sociedade ou calar-se. Se se explicar, haverá de desmentir as explanações de Pádua; se se calar, haverá de confirmar o que Pádua disse. A sociedade será capaz de compreender muito bem as duas coisas.

O voto de desempate do presidente Antônio Leite Neto foi decisivo nos fatos expostos por Pádua.

Ao votar, Antônio Leite, sem dúvida, estava consciente da tamanha responsabilidade de seu voto perante a sociedade.

Tratarei disso em minha próxima matéria...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

INTOLERÂNCIA: O PONTO VULNERÁVEL DA POLÍTICA DE FLÁVIA GALDINO

“Mas... nenhum ser humano é perfeito... e Flávia, como tal, pois, é falível...

No campo político-administrativo, talvez a falha que mais conspire contra Flávia seja sua intolerância com os que a contradizem, com os que ameaçam tomar-lhe o cetro do poder.

Tratarei disso, aqui, dentro em breve, prosseguindo com essa incursão em certas atitudes de Flávia...”

Foi assim que eu, conclusivamente à explanação de certas particularidades do comportamento político da Drª Flávia Serra Galdino (PP), prefeita de Piancó (onde eu e familiares meus votamos, ressalte-se), fechei minha matéria IMERSÃO EM FLAVIA GALDINO: DO VERSO AO REVERSO, de 18 deste mês, neste blog.

Prosseguindo, como disse, com essa incursão em certas atitudes (político-administrativas) da prefeita Flávia Galdino, passo, agora, a tratar do procedimento que, a meu ver, talvez mais conspire contra o comportamento político dela: SUA INTOLERÂNCIA. Intolerância com os que lhe criticam certas incoerências de sua postura política e governamental; intolerância com os que se opõem a certos atos seus visivelmente opressivos; intolerância com, enfim, os que lhe cobram assertividade político-administrativa.

Tem-nos despertado espanto e perplexidade um fato curioso e interessante para nós, eleitores de Piancó: Flávia Galdino não aceita a crítica, por mais que, construtivamente, a aperfeiçoe; não suporta a objeção, por mais que, ponderadamente, a admoeste; não tolera a contestação, por mais que, justificadamente, lhe aponte erros e soluções.

E, quando contrariada, Flávia reage de pronto, contundentemente, sem equacionar as consequências. E volta-se pressurosa contra os que lhe são discordes, punindo-os implacavelmente. E faz de tudo para impor seu poder aos que lhe são contrários, demitindo-os de cargos, impedindo-lhes a expressão, obstando-lhes possibilidades.

Incrível, mas verdade!... amarga verdade!... É como que uma metamorfose: de repente, a meiga Flávia, fascinante, terna, transforma-se, e passa a austera, intransigente, radical... com os que a contrariam (fique bem claro)... Mas, ainda bem e felizmente, Flávia tem uma atitude que se mete de permeio entre esses seus dois extremos de comportamento: é plenamente reconciliável. Isso, contudo, só contribui para tornar ainda mais incompreensível essa sua dubiedade comportamental.

O mais grave é que Flávia, ao reprimir seus oponentes, comete, muitas vezes, iniquidades (sim, iniquidades), como foi - para citar apenas um exemplo entre tantos - , o deplorável caso de Esmaildo Pereira, diretor da Rádio Comunitária Nativa. Pelo simples fato de aceitar, em 2007, naquela emissora dirigida por ele, um programa de divulgação dos trabalhos parlamentares da Câmara Municipal de Piancó, Esmaildo foi demitido de um cargo público municipal, e bem assim sua mulher e familiares dele. A causa de tudo isso: Esmaildo não se submeteu à imposição de Flávia de a Rádio Nativa não veicular o dito programa, pelo fato de o Dr. Remígio Júnior, esposo da então presidente daquela Casa, Juciana Remígio, passar a vir à Nativa comentar procedimentos administrativos de Flávia, como se Remígio Júnior, na condição de cidadão, não pudesse fazê-lo.

Vivenciei com Esmaildo as dificuldades financeiras que ele e familiares seus enfrentaram por terem sido bruscamente demitidos por Flávia. Eu estava na Nativa a apresentar o programa Debatendo Piancó, e vi Esmaildo, transtornado, amargar aquele severo gesto de Flávia contra ele, uma vez que ele e sua família tanto se haviam empenhado eleitoralmente por ela. A amargar também, e tanto, a situação de carência financeira em que, inesperadamente, foram jogados.

Não ocorreram a Flávia as consequências daquelas demissões, em se tratando de pessoas que sobreviviam daqueles salários. A Flávia não ocorreu que crianças daqueles por ela demitidos poderiam vir a passar privações em decorrência da súbita supressão de renda de seus pais. Também a Flávia não ocorreu haverem-na eles apoiado eleitoralmente. Só quem, como eu, presenciou o transtorno daquele fato é que pode conceituar que ele realmente constituía uma iniquidade.

Mas tudo isso simplesmente porque Flávia não aceita a contradição seja lá de quem for.

Sem dúvida que há qualquer coisa de incompreensível em Flávia por essa atitude tão incoerente com sua formação cultural e profissional, tão incompatível com seu carisma e afabilidade, tão danosa para sua sustentabilidade política.

Afinal, o bom administrador público, ao invés da intolerância, submete-se às críticas e aos questionamentos da população, para verificar como é avaliado por ela, e facultar-lhe o exercício da responsabilidade social. E Flávia tem um bom exemplo disso dentro de casa: seu pai Gil Galdino.

Conhecedor profundo da alma do povo piancoense, Gil Galdino, ao longo de sua carreira de homem público, sempre soube discernir quanto a intolerância é prejudicial à prática política. É que, como Gil tanto já vivenciou, adversários de hoje poderão ser correligionários de amanhã, e um dos fatores que mais concorrem para impedir esta última hipótese é a intolerância. Ela deixa cicatrizes muitas vezes indeléveis, quando não feridas incuráveis.

Entretanto... (e aqui começa a sobressair o risco da intolerância de Flávia com seus contraditores, quase sempre, como costumo afirmar, seus melhores conselheiros e colaboradores): FLÁVIA NÃO ACEITA A CONTRADIÇÃO NEM DO PRÓPRIO PAI.

Julgando-se mais apta do que Gil à dinâmica política atual (deu prova disso, por exemplo, ao adotar seu “novo modelo de gestão”, em que, ao contrário de Gil, assíduo na Prefeitura, tem-se ela mantido o mais do tempo afastada de lá), Flávia deixou de ouvir Gil em muitos momentos cruciais.

Deixou de ouvir Gil, por exemplo, quando certas ingerências na administração dela abriram precedentes para futuras dissensões político-partidárias, que ela, indiferente (ou intolerante) “ao saber só de experiências feito”, ao conhecimento da vida, de Gil Galdino, não foi capaz de prognosticar.

Deixou de ouvir Gil, por exemplo, quando não lhe seguiu as admoestações de não se deixar persuadir por quem a movesse a perseguições políticas, principalmente no tocante aos pobres. E perseguições políticas ocorreram (e ainda ocorrem) contra divergentes pobres de Flávia, divergentes que – como foi o caso de Esmaildo Pereira – bem podem opor-se a ela, em virtude de a terem apoiado eleitoralmente.

Quando, porém, se trata do acompanhamento da gestão da Prefeitura por parte dos vereadores da oposição, a demonstração de intolerância com eles por parte de Flávia torna-se comunitária. Ela passa então a contar com a ajuda da Mesa Diretora da Câmara.

Essa incrível ajuda da Mesa Diretora, em obstruir (note-se bem, em obstruir) a plena expressão fiscalizadora dos vereadores da oposição a Flávia é um assunto muito sério para Piancó; assunto objeto de inúmeros questionamentos e reflexões sobre o papel de nossos representantes e seu compromisso com a coletividade; assunto que deve ser debatido pelas pessoas conscientes do direito de cobrar de nosso Poder Legislativo sua função constitucional de controle da Administração Pública.

Quem tem assistido às atuais sessões da Câmara, e tem responsabilidade social, não pode deixar de compreender as razões que, oportunamente, aqui serão expostas sobre essa inexplicável ajuda.

Intolerância, intolerância, intolerância... até quando abusarás da paciência das pessoas livres e de bem de Piancó?

Ó desiludido Piancó, quem será capaz de vir em socorro de ti?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

IMERSÃO EM FLÁVIA GALDINO: DO VERSO AO REVERSO

Analisar algumas facetas do comportamento político-administrativo da prefeita de Piancó, Drª Flávia Serra Galdino (PP), é tarefa que, pela complexidade de sua própria essência, exige isenção e imparcialidade. E isso ainda mais em se tratando de mim, que, no contexto político-social piancoense, sou tido para muitos como um ferrenho contraditor da prefeita Flávia. Sou tido assim também par ela, eu sei. Entretanto, à luz da racionalidade, muito pelo contrário, bem deveriam eles – e ela - ver-me nada mais nada menos como um cidadão dotado de plenos direitos para cobrar e exigir de nossos representantes explicação e justificativa para certas atitudes político-administrativas suas merecedoras de esclarecimentos.

Em princípio, como cidadão e como eleitor em Piancó; com familiares meus eleitores em Piancó; com amigos fraternos meus eleitores em Piancó; e no meu empenho de construção e reconstrução da cidadania em Piancó, cabe-me analisar, avaliar e julgar o que fazem nossos representantes, tanto do Poder Executivo quanto do Poder Legislativo.

É inegável – se bem que, infelizmente, nem tanto assim para muitos eleitores desavisados de Piancó – que nossos representantes políticos nada mais são do que nossos funcionários, pagos por nós, e, como tais, devem prestar-nos contas de seus atos político-administrativos. Os gestores públicos devem satisfação à população. Isso, como diria Nelson Rodrigues, é o óbvio ululante.

Haverá eleições em 2010. A prefeita Flávia - agora na mera condição de cabo eleitoral - irá pedir-nos votos. Irá valer-se de sua persuasão para tentar convencer o eleitorado piancoense a votar nos candidatos que ela apoiará.

Nós, eleitores, bem já podemos começar a analisar e avaliar certos pontos que dizem respeito às eleições do ano vindouro, e o comportamento político-administrativo da prefeita Flávia é um deles.

Apreciações da atitude político-administrativa da prefeita Flávia Galdino – tanto minhas quanto de outros (como é o caso, por exemplo, do vereador Antônio de Pádua e do editor Antônio Cabral, como o foi o do Dr. Remígio Júnior e como o poderá ser o de quem quer que tencione candidatar-se a prefeito de Piancó) poderão ser-lhe úteis para a logística de consecução de votos que ela pretenda adotar em 2010, e, vice-versa, também – em boa democracia – para os oponentes políticos dela.

Flávia poderá, consoante os prós e os contras que lhe apontarmos, refazer procedimentos, aprimorando os que se afigurem positivos para a população e eliminando os tidos como negativos. Quanto mais a prefeita – e a cabo eleitoral – Flávia aperfeiçoar seu comportamento político-administrativo, tanto maior será sua possibilidade de convencer o eleitorado piancoense a votar nos candidatos apoiados por ela. Ao contrário, quanto menos ela proceder a tal aperfeiçoamento, tanto maior será, decerto, a possibilidade de seus adversários políticos obterem votos.

Também muito importam historicamente análises do comportamento político-administrativo (desde que sérias e imparciais) da prefeita Flávia e de nossos outros representantes, como elementos reveladores de seus traços de personalidade. Para citar um exemplo disso, bem nosso, foi o que fez o Padre Manoel Otaviano quanto ao Padre Aristides. Não tivesse o escritor Manoel Otaviano traçado o perfil do bravo sacerdote, não lhe conheceríamos melhor o intrépido comportamento, que o celebrizou no episódio da passagem da Coluna Prestes em Piancó.

Discorrer sobre Flávia Galdino, repito, exige isenção e imparcialidade, e muito aprofundamento analítico, já que se trata de uma personalidade caleidoscópica, multifacetada, da qual se irradiam possibilidades das mais diversas interpretações. Isenção, porque é preciso despir-se de personalismos, a fim de que a verdade se expresse meridianamente; imparcialidade, porque se deve ser justo o bastante para ressaltar o que merece aprovação e não omitir o que é passível de crítica; aprofundamento analítico, porque cumpre buscar esclarecimentos para certos procedimentos tidos, pela maior parte, na política e na gestão pública, como incomuns, esquisitos, estranhos, incoerentes.

Basta um lançar de olhos nos atos arrojados de Flávia Galdino para ficarem evidentes seu destemor, sua ousadia, sua capacidade de determinação e decisão. Revela-se extremamente segura de si mesma, e não desiste facilmente do que quer. Ignora riscos, desobedece, por vezes, a regras, normas e princípios, e insiste e persiste até alcançar o desejado. É teimosa, persistente, renitente. Seus esforços para a consecução do Consórcio Intermunicipal de Saúde e do SAMU para Piancó são prova disso. Particularmente quanto ao SAMU foi feito notável ter ela conseguido satisfazer a todas as condições exigidas para que esse imprescindível serviço de saúde fosse implantado no Vale do Piancó. A ousadia de Flávia foi positiva para Piancó e a Região.

A combatividade política de Flávia desconhece limites, regras de condutas tradicionais, ultrapassadas. Sem medir as consequências, sem pensar na repercussão pública, Flávia, audaciosamente – bem ao seu estilo -, não teme arriscar tudo em uma só cartada para conseguir deter em suas mãos o poder. E isso bem que lhe tem trazido os resultados esperados. Vem a propósito aqui a máxima “A sorte ajuda aos ousados”.

Detendo o controle absoluto do Poder Executivo e do Poder Legislativo de Piancó (é preciso frisar bem: o controle absoluto), Flávia não se contentou só com isso, e deu mais um passo nos seus avanços para o domínio: passou a deter também o controle absoluto (concernentemente à participação de seus opositores) dos dois principais veículos de comunicação de massa de Piancó: a Rádio Cidade e a Rádio Nativa. Consequência natural disso foi ficar a bancada oposicionista da Câmara Municipal de Piancó (saliente-se nisso a pessoa do vereador Antônio de Pádua) limitada, em sua expressão oral, às quatro paredes daquela Casa e para um público em média de 100 pessoas, uma vez que a instantaneidade da transmissão radiofônica das sessões da Câmara foi interrompida pela atual Mesa Diretora.

Além da colaboração – plena e irrestrita – dos que lhe seguem as ordens (por imposição ou por devoção), Flávia conta também com duas forças inestimáveis (indiscutivelmente eficientes) para suas estratégias de sustentabilidade no poder: o presidente da Câmara, Antônio Leite Neto, e o Dr. Remígio Júnior, cuja influência política é patente, e será oportunamente objeto de reflexão, aqui, conquanto afirme Remígio Júnior estar dissociado de nosso contexto político-administrativo. E é oportuno mais este raciocínio: Piancó sabe muito bem – isso, como eu costumo dizer, é mais claro do que o sol do meio-dia – quanto a influência política de Remígio Júnior contará nas eleições de 2010, particularmente se considerarmos que foi Remígio Júnior quem levou Flávia para Cássio Cunha Lima e quanto Cássio é amigo de Remígio Júnior. Pelo exposto, já se podem muito bem prever a retumbância e o espetáculo dos comícios eleitorais em 2010, em Piancó, com Flávia, Cássio Cunha Lima e Remígio Júnior. Sabe-se do que os três são capazes na logística de campanhas eleitorais.

O destemor de Flávia em arrostar impassivelmente as situações embaraçosas na sua atuação política, levou seus seguidores a alcunhá-la de “Guerreira”. Eles simplesmente têm Flávia como uma espécie de Anita Garibaldi, de Joana d´Arc, e admitem devotadamente ser a “Guerreira” imbatível, invencível, invicta... e que ninguém ousa enfrentá-la... E o pior para os adversários de Flávia é que a maioria eleitoral por ela obtida em 2008 acentuou ainda mais essa compenetração na mente de seus devotos.

Seu pendor teatral a transforma em autêntica atriz nas suas apresentações públicas. Seus comícios eleitorais são retumbantes espetáculos, em que Flávia, modestamente trajada, sem ostentação de vaidade, cabelos desgrenhados (o que a identifica com as massas), grita palavras de ordem, apelos veementes, com impressionante dramaticidade, enlevando os ouvintes com enfáticas promessas, possíveis algumas, utópicas outras, mas que, vindas de Flávia, são inquestionavelmente realizáveis. E ai de quem se atrever a questionar as promessas de “Mãeinha”, como muitos admiradores seus embevecidamente a chamam. Para esses – e sem dúvida para muitos outros – não conta muito o que Flávia diz, mas, sim, como Flávia diz. E isso de como dizer é coisa que Flávia já demonstrou sobejamente que sabe muito bem fazer.

Na sua campanha eleitoral de 2008, uma de suas carreatas (carreata e passeata simultaneamente), de tão motivada, de tão fervorosa, de tão exultante, mais lembrava a frenética multidão que seguiu a Pedro, o Eremita, pouco antes da Primeira Grande Cruzada. Eu vi a carreata, e comprovei o cego devotamento que dominava os componentes daquela delirante manifestação. Mulheres, crianças, idosos, pessoas de todas as idades, como que eletrizados pelo chamamento de Flávia, corriam seguindo-a, aos gritos, aos brados, atropeladamente.

A fluência e domínio verbal de Flávia dão-lhe os convincentes recursos de expressão que tanto avigoram suas argumentações e a tornam uma artista da palavra. Essa é uma das suas competências que seus opositores políticos mais temem. Argutamente, Flávia procura tirar partido disso, e induz nos seus discursos de convencimento matizes retóricos profundamente impressivos. Pela autenticidade com que impõe sua eloqüência, Flávia até parece convencer-se de lhe faltar contendor à altura dela na oratória em Piancó.

Sua sedutora eloqüência dá-lhe a vantagem de arrebatar as multidões e arrastar consigo adeptos que a seguem como que hipnotizados e avassalados pelo fascínio de sua cativante palavra. Há os que dizem que ela traz em si um estonteante poder de sugestionar e prender as pessoas, com a meiguice que demonstra a quem dela se aproxima. Envolvente, meiga, simpática, Flávia tem-se tornado um símbolo em Piancó. E tanto assim que sua presença já assume uma áurea de verdadeiro tabu. Quando ela aparece pelas ruas, ou num evento qualquer, muitos a admiram quase que extasiados com a atração por ela provocada. Muitos até afirmam que ela hipnotiza as pessoas que dela se acercam. Exagero ou não, o fato é que Flávia vem conquistando espaço e influência no contexto político de Piancó de maneira ímpar, singular, fenomenal.

Médica e mãe, ela tem demonstrado invulgar aptidão para compreender as mães, no corpo e na alma, e delas se tornar íntima nos lares por onde passa. Goza do privilégio, como médica, de privar com um grande número de pessoas de todas as idades, o que lhe permite auferir grande vantagem político-eleitoral. Esse foi um dos fatores que lhe favoreceram uma das maiores maiorias eleitorais da história de Piancó, ao ser reeleita em 2008. Quanto a isso, há adversários seus que atribuem tal maioria à compra de votos, ao passo que há correligionários seus que asseguram e juram que os eleitores de Flávia são capazes de qualquer sacrifício financeiro em favor de uma campanha eleitoral dela. Fica a palavra de uns contra a palavra de outros, mas é realmente impressionante a maioria alcançada por Flávia.

A simpatia constitui, porventura, o atributo mais distintivo de Flávia. Seu sorriso insinuante, sua suave delicadeza no trato e nos gestos com as pessoas, seu carinhoso abraço são elos de ternura que se tornam irresistíveis para os que com ela se envolvem ou com ela se encontram pela primeira vez. Há os que asseguram que tais manifestações de Flávia são superficiais, programadas, para seu intento de dominação sentimental, mas há os que afirmam o contrário: que ela é genuinamente sincera na sua expressão de ternura. O certo é que, seja lá como for, Flávia já se tornou uma espécie de mito em Piancó.

Mas... nenhum ser humano é perfeito... e Flávia, como tal, pois, é falível...

No campo político-administrativo, talvez a falha que mais conspire contra Flávia seja sua intolerância com os que a contradizem, com os que ameaçam tomar-lhe o cetro do poder.

Tratarei disso, aqui, dentro em breve, prosseguindo com essa incursão em certas atitudes de Flávia...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

JUCIANA REMÍGIO E ANTÔNIO LEITE: OPOSTOS PELO VÉRTICE

Nós outros, os que estamos determinados a lutar para mudar o quadro de degradação política a que chegou Piancó, devemos voltar-nos para os poderes e cobrar-lhes transparência pública, sinceridade governamental, compromisso com o bem comum. Como cidadãos, temos pleno poder para isso.

Nesse particular, é bem oportuno avaliarmos o que se passa com a atual gestão de nossa Câmara Municipal.

Fatos e atos incoerentes para com a opinião pública têm acontecido ultimamente em nossa Câmara, e convém que ela preste esclarecimentos sobre isso à população, outorgante do mandato legislativo de seus vereadores e vereadoras, e soberana para julgá-los.

Seria cinismo máximo haver alguém capaz de afirmar que a atual Mesa Diretora de nossa Câmara não esteja a praticar certos fatos e atos não condizentes com a expectativa da população de ter representantes realmente empenhados na solução dos problemas do Município.

Oportunamente, trarei à luz, neste blog, alguns desses fatos e atos, e provarei (aliás, provarei o óbvio) a veracidade deles.

A propósito, basta lembrar, por exemplo, estar a bancada situacionista da nossa Câmara a votar contra certos projetos de interesse coletivo, de autoria do vereador Antônio de Pádua Pereira Leite (Pádua). Talvez a bancada não tenha percebido a relevância de tais projetos, pois é evidente que, se ela a tivesse percebido, não teria deixado de votar favoravelmente a eles. A relevância desses projetos será provada oportunamente aqui.

Tangenciando, por enquanto, os atuais fatos e atos – em comparativo com outros, pretéritos - da nossa Câmara, que devem ser apreciados e avaliados pela coletividade, convém atentar para os que se seguem.

Em dois pontos distintos, de natureza político-administrativa, diferenciam-se diametralmente entre si, na opinião pública, a ex-presidente da Câmara Municipal de Piancó, Juciana Carla Brasileiro Palitot Remigio (PSDB), e o atual presidente dessa Casa, Antônio Leite: ela, piancoense honorária, no seu primeiro mandato legislativo, instituiu a transmissão radiofônica e pela Internet - integral e instantânea – das sessões da Câmara; ele, piancoense nato, também no seu primeiro mandato legislativo, instituiu a transmissão radiofônica - parcial e procrastinada -, e interrompeu a transmissão pela Internet, das ditas sessões.

Em certos aspectos, Juciana e Antônio se assemelham, tais como na simpatia que inspiram, na expressividade, no trato social, na cordialidade... em outros aspectos, Juciana e Antônio se diferenciam... Ora trataremos aqui de alguns desses segundos aspectos, por serem de interesse apreciativo da população.

Graças à influência política de seu esposo Dr. Remígio Júnior e à estima que ela em bem pouco tempo conquistou da população piancoense, Juciana conseguiu eleger-se vereadora e chegar à presidência da nossa Câmara Municipal.

Em seu primeiro mandato legislativo, profundamente apegada a Piancó, tanto pelos laços afetivos quanto pela dedicação a ela demonstrada pela nossa sociedade, Juciana acalentou, dentre outros, dois projetos especiais, que ela considerou como uma pequena retribuição ao povo de Piancó, pela confiança de havê-la eleito como sua representante: instituir a transmissão radiofônica e pela Internet, integral e instantânea, das sessões da Câmara e construir o novo Plenário daquela Casa Legislativa. Graças à harmonia e comunhão com seus pares e à proficiente colaboração de seu esposo Remígio Júnior, Juciana concretizou seus dois almejados projetos.

Sou testemunha do empenho, do carinho e dos esforços da vereadora Juciana Remígio para implantar a transmissão instantânea, pelo rádio e pela Internet, das sessões da nossa Câmara Municipal. Eu estava lá, era taquígrafo daquela Casa, e, com os demais funcionários, tivemos o prazer de vivenciar em sua plenitude a concretização do sonho de Juciana de dar à população piancoense a comodidade de assistir, em casa ou onde lhe conviesse, às sessões da Câmara pelo rádio e pela Internet.

Convém aqui, a esta altura, ressaltar enfaticamente a atuação de Remígio Júnior, de modo especial, no tocante à transmissão das sessões da Câmara pelos meios supramencionados. Compartilhei com ele de seu empenho para isso. Admirei-lhe o perfeccionismo de buscar todos os pormenores técnicos e operacionais mais desejáveis para aquela realização. De tal forma Remígio Júnior se identificou com o projeto de transmissão das sessões da Câmara – evidentemente como cidadão piancoente e esposo da presidente da Câmara – que não é possível dissociá-lo daquele projeto. A imagem de Remígio Júnior ficou, na opinião pública, incorporada à transmissão das sessões da Câmara pelo rádio e pela Internet.

Aquela ação de Juciana e dos demais integrantes do Poder Legislativo de Piancó repercutiu como um de seus maiores gestos de transparência para com a sociedade, uma vez que a Câmara passava a mostrar integralmente suas sessões parlamentares à população.

Na cidade, na zona rural, por todo o Município de Piancó, em qualquer parte do Brasil e do mundo, piancoenses e interessados, mediante a Rádio Comunitária Nativa e o portal da Internet da Câmara, assistiam euforicamente às sessões da Casa de Padre Manoel Otaviano, numa interação que constituiu, sem dúvida alguma, de par com a telefonia celular (mercê da iniciativa da prefeita Flávia Galdino), a apoteose da comunicação de Piancó, neste início do Terceiro Milênio,

Sucessivamente a Juciana Remígio, elegeu-se presidente da Mesa Diretora da Câmara, o vereador Antônio Leite Neto (PP), para o biênio 2009/2010.

Jovem, expressivo, de discurso fluente, conhecedor da realidade política de Piancó, com experiência comprovada no campo da administração pública, por haver prestado serviços – por sinal deveras significativos – tanto na Câmara quanto na Prefeitura – Antônio Leite despontou como competente continuador da política de transmissão radiofônica, integral e instantânea, e pela Internet, das sessões da Câmara.

Disso ninguém em Piancó tinha a menor dúvida. Era o óbvio. Antônio Leite, cônscio que é da importância da transmissão das sessões da Câmara para a população piancoense, pelos meios e nos moldes instituídos por Juciana Remígio, só haveria mesmo de dar continuidade a esse tão útil serviço público.

Mas (inacreditável contradição!) tal não se deu!...

Sem explicação alguma plausível à população, por parte da Câmara, a transmissão integral e instantânea, tanto pelo rádio como pela Internet, das sessões daquela Casa foram interrompidas. E o que é pior: as numerosas reclamações e demonstrações de descontentamento e indignação da população por essa atitude insólita da Câmara não foram levadas em conta pela sua atual Mesa Diretora.

O vereador Pádua e os demais vereadores da oposição insurgiram-se contra essa antipática e repreensível atitude da Mesa Diretora da Câmara, mas em vão. Por mais que eles insistissem em mostrar que isso era extremamente grave para a imagem pública da Câmara; por mais que fizessem ver à Mesa Diretora a incongruência daquela omissiva medida, comparativamente ao que havia feito a ex-presidente Juciana Remígio, nada conseguiram além da indiferença.

Para maior perplexidade dos vereadores oposicionistas e da população, as sessões da Câmara passaram a ser gravadas, editadas pelo Diretor da Rádio Comunitária Nativa, Esmaildo Pereira, recortadas (com supressão de trechos de depoimentos dos vereadores da oposição – notadamente do vereador Pádua – contrários a certas ações administrativas da prefeita Flávia Galdino) e divulgadas por aquela emissora, pelo espaço de apenas uma hora, aos domingos imediatamente seguintes aos sábados das sessões.

Contudo, os vereadores da oposição não desistiram, e conseguiram seu intento quanto à transmissão das sessões, como se vê do texto abaixo, do site Pádua Leite.com do vereador Pádua:

“20/04/2009 15:46

Furando Bloqueios...

vereadora Christtiane Remígio mostrou que é do Povo.

vereadora Cotil: rebeldia em favor do Povo de Piancó

A Câmara Municipal de Piancó aprovou, por maioria (6x2), o Projeto de Resolução nº 02/2009, de autoria da Bancada da Oposição, assinado pelos vereadores Pádua Leite, Souzinha, Dr. Rato e Waguinho, que dispõe sobre a transmissão das Sessões Ordinárias, Extraordinárias, Solenes e Preparatórias da Câmara Municipal de Piancó pelos veículos de radiodifusão.

O Projeto de Resolução, além da bancada da oposição, recebeu os votos favoráveis das vereadoras Cotil e Christtiane Remígio, contrariando a orientação da prefeita Flávia Galdino.

Os vereadores Neném de Fandinga e Tota Militão votaram contra, dando uma demonstração de submissão à ditadura instalada no governo da prefeita e de votar contra os interesses do Povo de Piancó.

A partir de agora, todas as Sessões realizadas na Câmara Municipal de Piancó serão transmitidas pelas Rádios Cidade FM e Comunitária FM.

É a vontade popular prevalecendo na Câmara Municipal de Piancó, contrariando os interesses autoritários da prefeita Flávia Galdino que não quer que o Povo de Piancó saiba o que acontece no mundo político local. Certamente, ela tem muito o que esconder!”

É aqui que se chega ao cúmulo do absurdo: apesar do Projeto de Resolução nº 02/2009, supracitado, as sessões da Câmara continuam sendo divulgadas, parcialmente, aos domingos, pelo espaço de uma hora, e apenas pela Rádio Comunitária Nativa.

Sem dúvida, ficam claros alguns dos fatos e atos que atestam a repugnante sucumbência política a que chegou Piancó, e sem dúvida fica plenamente justificado o título desta matéria: JUCIANA E ANTÔNIO LEITE: OPOSTOS PELO VÉRTICE.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

“FALAR DE FLÁVIA”: O SÓRDIDO ESTEREÓTIPO DO CINISMO

Inquestionavelmente, ao longo dos séculos, a burguesia dominante sempre se valeu de todos os meios de opressão possíveis para calar os governados, os pobres, os desvalidos, a gentalha, como costuma a burguesia qualificar os que lhe estão sob o domínio.

Em Piancó tal situação é das piores que se possa imaginar. Seria pecado alguém ousar dizer o contrário. Os que bajulam a burguesia dominante, nos casos que dizem respeito à sustentabilidade do poder, inescrupulosamente atemorizam, intimidam, assombram, assustam, subvertem valores éticos, tramam, urdem maledicências de toda a sorte, fuxicam, avacalham, enganam, tecem intrigas e mexericos, apropriam-se da palavra como se somente a eles coubesse o legítimo direito da expressão do pensamento, falseiam conceitos, deturpam princípios, ditam regras opressivas, detratam, injuriam, segregam, perseguem, punem, oprimem. Seria pecado ainda maior alguém se aventurar a dizer que tudo isso não possa ser provado e comprovado em Piancó.

Mas, de todos esses males, um aqui se sobressai imponente: o CINISMO. Sim, isso mesmo: o CINISMO. O CINISMO em Piancó impera para muitos como uma vocação, uma obsessão, uma religião.

Tanto assim é, tão arraigado está o CINISMO nas mentes mesquinhas daqui, que os que assim procedem nem sabem conceituar suas manifestações de CINISMO, não sabem discernir o CINISMO do BRIO, qualidade que, nesse sentido, contrasta com ele. Isso simplesmente constitui a vitória da subversão da burguesia opressiva no processo de alienação e dominação das classes que lhe estão submetidas.

Dentre as incontáveis manifestações de CINISMO em Piancó, que tanto têm contribuído para infundir o repugnante sectarismo político desta desamparada terra, vejamos a trilhada expressão “FALAR DE FLÁVIA”, que já se converteu num estereótipo de reação à verdade dos fatos, na boca dos CÍNICOS daqui.

Somente quem é mesmo eminentemente CÍNICO é capaz de dizer, de insinuar que o referir-se alguém a assuntos de domínio público da alçada governamental da prefeita Flávia Galdino constitua detração, ofensa, difamação, menosprezo à pessoa dela, ou, a propósito dessa argumentação, constitua
FALAR MAL DE FLÁVIA.

Mas o significado atribuído pelos CÍNICOS daqui à expressão “FALAR DE FLÁVIA”, da qual eles – CINICAMENTE – suprimem o MAL, e trabalham, na sua infame indução, apenas com a expressão “FALAR DE FLÁVIA”, é, indiscutivelmente:
FALAR MAL DE FLÁVIA.

Essas indolentes criaturas procuram inculcar na opinião pública que os críticos de Flávia (no mais das vezes seus melhores colaboradores, por lhe apontarem falhas administrativas e sugerirem-lhe soluções, como é o caso do Dr. Remígio Júnior e do vereador Pádua) estão a FALAR MAL DE FLÁVIA, e devem, por isso, ser punidos, por exemplo, com demissões, com exclusão de certas prerrogativas, com menosprezo. E daí resulta toda espécie de malefícios: perseguições, discriminações, infâmia, malevolência, perjúrio até, opressão, intimidação, ameaça, desavença, ódio...

Abundantíssimos são os exemplos que comprovam o que acima ficou explanado, mas, por ora, vejam-se apenas estes, suficientemente elucidativos dessa torpe distorção da verdade pelos CÍNICOS (abundantíssimos também) de Piancó. Perdoem-me os estimados leitores e leitoras as repetições e redundâncias, ora tão necessárias para a compenetração desses oportunos argumentos:

No entender dos CÍNICOS daqui, quando o Dr. REMÍGIO JÚNIOR estava, na Rádio Nativa, a apontar falhas administrativas, plenamente prováveis, da prefeita Flávia Galdino, e sugerindo-lhe soluções satisfatórias, ele estava
FALANDO (MAL) DA PREFEITA FLÁVIA.

No entender dos CÍNICOS daqui, quando, igualmente, REGINALDO ROSA SHOW, no seu legítimo papel de cidadão e comunicador, estava na Rádio Nativa, a cobrar da prefeita Flávia Galdino providências para assuntos de interesse público, reclamados pela população, ele estava FALANDO (MAL) DA PREFEITA FLÁVIA.

No entender dos CÍNICOS daqui, quando ESMAILDO PEREIRA, diretor da Rádio Comunitária Nativa, firmou um contrato com a Câmara Municipal de Piancó (da qual era presidente a vereadora Juciana Remígio, esposa do Dr. Remígio Júnior) para divulgação dos trabalhos parlamentares daquela Casa pela Rádio Nativa, Esmaildo deveria não firmar o contrato porque o Dr. Remígio Júnior iria, na Rádio Nativa,
FALAR (MAL) DA PREFEITA FLÁVIA.

No entender dos CÍNICOS daqui, quando, por sua vez, ANTÔNIO CABRAL, na Rádio Nativa, a pedido de vários setores da sociedade, fez o mesmo que Reginaldo Rosa Show, apelando à prefeita Flávia Galdino que determinasse a solução de inúmeras questões de sua gestão pública, ele estava a
FALAR (MAL) DA PREFEITA FLÁVIA.

Por fim, no entender dos CÍNICOS daqui, e talvez como o exemplo mais frisante desses, quando eu (para os CÍNICOS daqui, o intolerável CHICO JÓ), ao longo do controverso e polêmico programa Debatendo Piancó, por mim apresentado na Rádio Nativa - para citar apenas alguns poucos casos - critiquei ações administrativas da prefeita Flávia Galdino, como a retirada dos canteiros centrais, bancos e árvores do trecho da avenida José Américo compreendido pelo centro comercial da cidade; sugeri-lhe a reposição dos canteiros, bancos e árvores; sugeri-lhe projetos comunitários sustentáveis para Piancó; clamei por ações por parte dela de inclusão cultural para nossa juventude; colaborei com Carminha Vicente para implantação do Projeto Nossa Terra Solidária em Piancó, para o qual pedimos a atenção da prefeita Flávia; suscitei-lhe a parceria de Piancó com os demais municípios por onde passou a Coluna Prestes, como ação sensibilizadora para a criação do Roteiro Turístico da Passagem da Coluna Prestes na Paraíba; insinuei-lhe a contribuição do Poder Público em prol do Projeto Pintando o Sertão, por mim concebido, como fator de promoção cultural dos talentos em artes plásticas do Sertão Paraibano; defendi (sinceramente, faço questão de enfatizar) uma pacificação política em Piancó, em apoio à prefeita Flávia Galdino, como candidata a deputada estadual, por reconhecer-lhe os dotes singulares de que ela dispõe – particularmente o carisma e a eloquência – para a política, e por projetos de relevância regional por ela concebidos e levados a cabo, em Piancó, como o Consórcio Intermunicipal de Saúde e o SAMU; estava a FALAR (MAL) DA PREFEITA FLÁVIA.

Dos supramencionados admoestadores da prefeita Flávia, com exceção do Dr. Remígio Júnior, todos sofreram retaliações, pois foram tidos como detratores dela, ou, para melhor concatenação com o presente raciocínio, estavam a
“FALAR DE FLÁVIA”, a FALAR (MAL) DE FLÁVIA.

Quanto ao vereador Antônio de Pádua Pereira Leite (Pádua), que tão assídua e assertivamente aponta (com irrefutáveis fundamentos) falhas administrativas da prefeita Flávia, não sei o que dizem os CÍNICOS daqui.

Sei, sim, que a corda sempre rebenta pelo lado mais fraco, mas também sei que várias cordas entrelaçadas são mais difíceis de romper. Não sei, porém, se Reginaldo Rosa Show, Esmaildo Pereira e Antônio Cabral também o sabem.

Não preciso ir mais além, pois confio na inteligência de meus caríssimos leitores e leitoras para inferirem a que ponto chegou Piancó.

Confio nos que se preocupam com o bem dessa abandonada terra, nos que lutam intrepidamente por ela, nos que têm dignidade suficiente para defendê-la a qualquer custo, e orgulho-me de rematar essas considerações com o brado libertário e destemido de minha filha caçula Micheline:

“Meu Deus! Que vergonha! O que foi que fizeram com Piancó para ele ficar desse jeito?

Meu Deus! Que povo passivo, que povo inocente, e saber que eu faço parte desse povo, mas eu estou fazendo como meu pai, Chico Jó, estou reagindo. Estou reagindo pela minha terra, estou reagindo pelo meu povo, doa a quem doer.”

Tal qual disse minha filha Micheline: “Meu Deus! Que vergonha!” Que lástima para a inteligência de Piancó o sórdido estereótipo “FALAR DE FLÁVIA” dos CÍNICOS daqui!...



sábado, 6 de junho de 2009

ELO QUE DEFINE QUEM DIRÁ MELHOR

A quem interessadamente leu a matéria PÁDUA: O MAIS PROVÁVEL CANDIDATO A PREFEITO DE FLÁVIA GALDINO EM 2012, de 31/5/2009, deste blog, importa atentar para o seguinte comentário, do vereador Pádua àquela matéria:

“Meu amigo Chico Jó, acho que ainda é muito cedo para especular sobre a eleição municipal de 2009, principalmente em Piancó, onde os fatos políticos acontecem nos últimos dias.

Mas, de uma coisa tenha certeza, jamais procuraria ou aceitaria ser procurado pela prefeita Flávia Galdino com o objetivo de celebrar acordo político.

Ela representa o que tem de pior na política: corrupção, dissimulação, traição e enrolação.
Prefiro perder a eleição a ganhar com o apoio da prefeita Flávia Galdino. Nem sempre quem vence ganha...

Assim deixo claro que não tenho a menor vontade de ser aliado de um grupo responsável pelo caos administrativo em que hoje nos encontramos, nem hoje nem daqui a cem anos.

É preciso mudar e para mudar é preciso se desligar do obsoleto e dos péssimos exemplos administrativos.

seu amigo, Pádua Leite”

Igualmente, a quem interessadamente leu, na seção COLUNISTAS, do site Pádua Leite.com, minha matéria INTERRUPÇÃO DO DEBATENDO PIANCÓ: UM PASSO A MAIS NO RETROCESSO III (CONCLUSÃO), de 3/3/2009, viu o seguinte texto:

“Ó admirável Drª Flávia, quanta contradição! É inconcebível admitir que sua fértil inteligência, sua sólida bagagem cultural, seu brilhante desempenho argumentativo, seu encantador carisma pessoal, sua fascinante percepção humanística, seu eloqüente domínio da palavra, sua responsabilidade governamental não consigam movê-la a compreender que não lhe assistem poder nem direito algum para seu intento de querer cercear, direta ou indiretamente, a livre prerrogativa democrática de qualquer cidadão criticar as falhas de sua gestão pública e cobrar-lhe providências e justificativas.

Ó respeitável Gil Galdino, qual não será teu dissabor de veres, hoje, teu patrimônio político à deriva de tua influência e orientação, e maculado, em alguns aspectos, para a História!

Quanto não te aflige veres, no nosso presente contexto político-administrativo, por parte dos que mais te devem, atos e procedimentos de gestão tão incompatíveis com tua peculiar sensatez, serena e conciliatória, e tão discordes do comportamento e das atitudes que te caracterizam como um dos vultos públicos mais ponderados e ilustres de Piancó!

Quanto não te exaspera o espírito e te magoa a alma sofreres, agora, na idade áurea de tua laboriosa vida, os açoites da ingratidão!

Oh! quantas pedras de tropeço ora te impedem de te aproximares dos teus amigos mais sinceros e diletos, que de ti esperam uma explicação plausível e convincente para certos senões do atual governo de Piancó, do qual tu fazes parte e és o fundamento!”

Quem, por fim – principalmente jovem, e que esteja comprometido com o bem de Piancó – leu, neste blog, a matéria CONCORDO COM VOCÊ, MEU PAI: ATÉ QUE SE PROVE EM CONTRÁRIO, AQUI VOCÊ É A ÚNICA VOZ, de 29/6/2009, de minha filha Micheline, deve, sem dúvida, ter voltado a atenção para este trecho:

“De quem é a culpa de um absurdo desse? Eu pergunto assim, mas eu sei a resposta: é do povo. É dos que não têm vergonha na cara para protestar contra esse maldito atraso em que Piancó foi jogado pelos políticos que não pensam no povo.”

Os textos entre aspas acima são textos que inspiram reflexão aos que, politicamente, labutam em prol de Piancó e aos que labutam contra. Quanto às eleições de 2010, tais textos suscitarão uma série de argumentos e contra-argumentos que podem refletir-se na logística eleitoral. Isso, no bom sentido da expressão, é legítima democracia. Cada cidadão, eticamente, tem o direito de opinar sobre os atos de seus governantes, criticá-los e enaltecê-los.

Em 2010, vultos como Cássio Cunha Lima, José Targino Maranhão, Veneziano Vital do Rêgo, Ricardo Coutinho pedirão votos em Piancó. E haverá obviamente em Piancó quem pedirá votos para cada um deles. Aí, então, é que os argumentos e contra-argumentos acima referidos poderão influenciar muito na consecução de votos para aqueles candidatos.

O vereador Pádua aderiu recentemente ao pré-candidato a governador da Paraíba, em 2010, Ricardo Coutinho, possivelmente apoiado por Cássio Cunha Lima.

Caso assim ocorra, a prefeita Flávia Galdino presumivelmente apoiará Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho. Com o vereador Pádua obviamente ocorrerá o mesmo.

Pádua e Flávia irão precisar argumentar muito para obter votos para os mesmos candidatos. Que dirá Flávia e que dirá Pádua aos eleitores? Uma coisa, porém, é certa: o desdobramento dos textos entre aspas acima mencionados refletir-se-á tanto nos argumentos de Flávia quanto nos de Pádua.

Que cada um deles, pois, pense muito bem no que irá dizer aos eleitores. Um deles, com toda a certeza, irá precisar dizer melhor para obter os desejados votos. Quem será: Flávia ou Pádua? É o que iremos esperar para ver...